Poesia a nove mãos

Lançamos um desafio na página OP Livros de Facebook: criar uma poesia emendando versos favoritos de nossos leitores.

Após uma ligeira edição, nosso poema ficou assim:

Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui. (Ricardo Reis)

Para ser inteiro,

Chega mais perto e contempla as palavras
Cada uma tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave? (Carlos Drummond de Andrade)

A chave do cofre
abriga o segredo
de um grande amor…

Ah, o amor …
que nasce não sei onde,
vem não sei como
e dói não sei por quê. (Carlos Drummond de Andrade)

Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer. ( Luis Vaz De Camões)

Tudo o que dói, mói,
mas é tão bom moer
essa dor que corrói
por bem saber
e desse sabor conhecer o amor.
Ah, se o amor é fogo ou chama não sei…
… mas sei que o amor eu já amei! (Delfim Peixoto)

Clamando a vida inteira
desse fulgor…
será a minha chama primeira
e sempre tu, o meu derradeiro amor! (Ausenda Hilário)…

O amor faz sofrer
e é fogo que arde sem se ver,
é ferida que, por mais que se queira,
vai viver no nosso coração para sempre
e só não sofre quem não sente! (Luis Costa)

Tal como um rio é o amor,
O rio não quer chegar, mas ficar largo e profundo..
Saudade é ser depois de ter ( Guimarães Rosa)
Fluindo mansamente no tempo…

Mais além do tempo encontras tua própria paz..
(C.C.)

(Em itálico, algumas frases que juntamos para construir o sentido deste primeiro poema coletivo)

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