Muito se fala sobre o Poder da Palavra. A questão vai do misticismo aos mais atuais estudos ligados à linguística e à neurociência.
Quando comecei com minhas aulas de Comunicação e Motivação junto ao MBA da Poli-USP, alguns alunos me inquiriam sobre o fato de eu não ser psicóloga e tratar tanto sobre questões comportamentais. Confesso que, de início, dez anos atrás, sentia certo constrangimento.
No Mestrado é que tive certeza de que Comunicação também é Ciência, assim como outras correlatas da chamada área de “Humanas”. E a humanidade se constrói a partir do dito: a história, a filosofia, a antropologia e, é claro, especialmente desde Freud, a psicologia. Então, nada mais natural que alicerçar as bases comunicacionais e comportamentais na palavra, edificando sobre essa pedra fundamental os conhecimentos e experiências que desejava compartilhar.
Se nascemos, como disse Noam Chomsky, com um aparato linguístico, somos concebidos e criados falantes, imersos no universo das palavras que constróem sentidos, nomeiam coisas, pessoas e sentimentos. A palavra revela o conteúdo das formas, sejam elas concretas ou abstratas, por isso tão grande é o seu poder.
Em entrevista recente à jornalista Rita Loiola, da revista Continuum, pude falar sobre isso sem receio. Sim, porque vários colegas de profissão ainda pensam que o tal “poder das palavras” é coisa de maluco beleza, que vive esotericando o mundo…
Tudo nasce de uma idéia… e esta se transmite por meio das palavras – seja na comunicação intra pessoal (você consigo mesmo) ou interpessoal (você com os outros). Pense nisso e aprenda a usá-las para seu próprio crescimento e o de outras pessoas. Crie, para si e para o mundo, uma realidade plena de paz, alegria e abundância em todos os aspectos.







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