Ano novo, vida nova… E lá vamos nós, mais uma vez, correndo atrás da oportunidade de agarrar a felicidade e experimentar a sensação de leveza e bem-estar que ela nos proporciona. Toda atenção é pouca, porque às vezes ela nos parece bem próxima, noutras escorre por entre nossos dedos com uma incrível fluidez.
Sim, porque a felicidade é um estado de espírito multifacetado que, caprichosamente, muda toda hora de nome e de lugar, a fim de tornar-se mais misteriosa ou aparentemente inatingível. Tal como uma criatura ardilosa, faz-se de difícil, troca de forma como quem troca de roupa ou de humor; num momento chama-se alegria, noutro motivação, às vezes paixão, outra hora sucesso. Quando experimentamos cada uma dessas emoções positivas e engrandecedoras, a vivenciamos plenamente.
Para colocarmos a felicidade no exato lugar onde nos encontramos é necessário, primeiramente, definir as situações que nos permitem identificar essa sensação de êxtase promovida por um momento feliz. Também, como recomendam os antigos, é prudente que não coloquemos todos os ovos numa única cesta; ou seja, que não relacionemos esse bem-estar supremo a um único setor ou a um único objetivo em nossas vidas.
Nesta minha caminhada rumo à felicidade, adquiri o hábito de, em todo início de ano, esboçar mais um pedaço do “mapa” que me conduzirá a esse maravilhoso lugar. Um amigo me disse que vem da tradição budista o costume de escrever 33 objetivos para sua vida, divididos em três grupos de 11, para curto, médio e longo prazo de realização. Nunca me preocupei em confirmar a informação; o importante é que tenho obtido surpreendentes resultados através dessa prática.

Quando era mais “caxias” costumava fazer meu mapa invariavelmente no dia 31 de dezembro; hoje, um tanto mais flexível, faço minhas anotações sempre nos primeiros dias do ano. às vezes, ultrapasso o número pré-estabelecido, deixando, pois, alguns objetivos “na reserva”; a prática tem demonstrado que estes logo assumem o posto de “titulares”. Fico feliz quando, ao rever meus escritos aleatoriamente, percebo que muitos desejos já foram realizados, abrindo vaga a outros tantos.
Nada me impede de substituir uma ou outra meta; ou mesmo descartá-la, se no meio do caminho me parecer desinteressante. O compromisso ali expresso, datado e assinado por mim tal como um contrato, é meu para comigo mesma, de forma que posso mudar as regras do jogo quando bem entender visando sempre à minha felicidade. Sinto-me ama e senhora do meu próprio destino; se a você, leitor/a, parecer um tanto antipática, pretensiosa ou excessivamente autoconfiante, aproveito a deixa para enfatizar que todos temos opções e que estas se realizam à medida que fazemos nossas escolhas de maneira consciente e dedicada.
Quando saboreamos nossas conquistas, temos certeza de que somos merecedores da felicidade. Esse estado de êxtase, uma vez experimentado, torna-se um vício, algo imprescindível, incontrolável e insaciável, que nos motiva a dar mais um passo nessa desafiadora e emocionante direção. Basta experimentar para comprovar.

Minha definição de felicidade favorita emiti espontaneamente quando completei 36 anos. Convidada por uma generosa amiga a comemorar meu aniversário em sua companhia, em meio a uma e outra taça de vinho ela perguntou: “E então? Sente-se feliz?” De bem com a vida, recém-apaixonada e correspondida, respondi: “Completamente. Nem mesmo se ganhasse sozinha na loteria me sentiria tão bem…” Espero que você leitor/a, tenha também seu dia de grande prêmio em 2009. Confiante no seu – e no meu! – sucesso, elevo antecipadamente um brinde à nossa felicidade! Saúde!







Parabens lindissimo seu site e em especial esta materia
Um Feliz Ano Novo
um abraço iluminado
Ilka